A 30 de Março de 1976 Israel decidiu pôr em prática um plano visando a confiscação de vastas áreas de terras palestinas, ocupadas em 1967, para aí instalar colonatos israelitas, expulsando dessa forma os seus legítimos habitantes, o povo palestino.

Como resposta a esta violenta, ilegal e criminosa acção, os palestinos decidiram convocar para esse mesmo dia uma greve geral e manifestações em toda a Palestina.

A repressão desencadeada pelas Forças Armadas de Israel causou vários mortos, dezenas de feridos e mais de 300 manifestantes foram presos.

Recordando esse dia trágico a OLP declarou esta da data como “Dia da Terra” (Youm Al-Ard).

É um dia de protesto, resistência e luta contra a confiscação, por Israel, da terra palestina, pelo direito à sua recuperação, por uma Palestina Livre e Independente.

Hoje as ameaças sobre o Povo da Palestina recrudescem; os colonatos são cada vez mais numerosos; as prisões israelitas enchem-se de palestinos presos sem culpa formada; instalou-se uma violenta política de “apartheid” que se expressa, também, na discriminação dos palestinos ao acesso a serviços e bens essenciais, incluindo a água ou as terras aráveis; a livre circulação dos cidadãos palestinos nos territórios ocupados é cada vez mais condicionada.

As recentes declarações do primeiro ministro de Israel no sentido de que esta politica é para prosseguir, contando para tal com o apoio do Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, são uma autentica declaração de continuação da guerra que vem sendo conduzida contra o Povo Palestino, a comunidade internacional e todos os cidadãos que lutam pela Paz, pela Justiça e pelo Direito dos Povos a decidirem do seu próprio futuro.

O Conselho Português para a Paz e a Cooperação – CPPC - desde sempre solidário com a Causa do Povo Palestino, pelo seu direito a um Estado viável, livre e soberano nas fronteiras estabelecidas antes de 1967, reitera, neste “Dia da Terra” a todos os palestinos a sua total solidariedade e apoio na justa luta por estes objectivos.

Apela aos portugueses para reforçarem a sua solidariedade e apoio à Palestina e ao seu Povo.

Exige das Autoridades do Estado Português uma política e acção que respeite a Constituição da República Portuguesa, intervindo nos fóruns e instâncias internacionais, nomeadamente na ONU, pela reposição da legalidade, pelo respeito pelas Resoluções desta Organização sobre os direitos do povo da Palestina, exigindo como urgente e necessário:

- o fim da ocupação ilegal israelita de territórios palestinos e o fim das agressões perpetradas contra o povo da Palestina;

- o fim dos colonatos na Cisjordânia e do bloqueio a Gaza;

- o desmantelamento do muro de separação;

- a libertação dos presos políticos, parte dos quais estão presos sem terem sequer um julgamento;

- o reconhecimento do direito do regresso dos refugiados.