Encontro com a Central Bolivariana Socialista de Trabalhadores da Venezuela,





No dia em que se assinala o Dia da Terra Palestina, reafirmamos a solidariedade com o povo palestiniano, a exigência do fim do genocídio e da ocupação por Israel, e da paz no Médio Oriente e no Mundo.
Centenas de milhares de palestinianos mortos e feridos, milhões de desalojados, zonas residênciais, hospitais, centros de saúde, escolas e instalações das Nações Unidas completamente destruídos. É este o rasto de devastação deixado por Israel ao longo de dois anos e meio de guerra genocída contra a população palestiniana na Faixa de Gaza, que continua.
O acordo de “cessar-fogo” não significou o fim da agressão israelita. Os palestinianos, muitos deles crianças, continuam a ser assassinados pelo exército israelita. Na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental alastram os colonatos, intensificam os ataques violentos de colonos e do exército israelita contra o povo palestiniano e o seu direito ao trabalho mantém-se violentado, votando milhares ao desemprego e à pobreza.
Israel continua a impedir a entrada de ajuda humanitária, quer para suprir as necessidades alimentares e médicas dos palestinianos, quer para a reconstrução das infra-estruturas essenciais na Faixa de Gaza.
Ao mesmo tempo, Israel, com o apoio dos Estados Unidos da América, multiplica as agressões a países do Médio Oriente, nomeadamente ao Irão, ao Líbano e à Síria, numa escalada de confrontação com graves consequências no plano regional e amplas repercussões no plano mundial.
A escalada de confrontação promovida pelos EUA e Israel no Médio Oriente não está desligadada intensificação das ameaças e da agressão dos EUA a outros países no mundo, como é o caso da Venezuela, de Cuba, do México, da Colômbia, da Gronelândia, mas também de guerras que se prolongam, como na Ucrânia ou no Sudão.
É necessário recolocar a paz no centro da agenda mundial, reafirmar o primado dos princípios da carta da ONU e do direito internacional. É necessário pôr fim à guerra e à confrontação no Médio Oriente, na Europa e em todas as outras partes do Mundo.
Ao Governo português exige-se o cumprimento da sua obrigação constitucional de tomar iniciativas no plano internacional que visem a solução pacífica dos conflitos, o reconhecimento do direito dos povos à autodeterminação, e o respeito pela soberania e pela independência dos Estados. Exige-se, em particular, coerência com o reconhecimento do Estado da Palestina contribuindo para a sua viabilização e sustentabilidade.
Apelamos a que se juntem a nós, no próximo dia 30, às 18h00 na Praça Luís de Camões, em Lisboa, em Solidariedade com a Palestina! Pelo Fim ao genocídio! Pelo Fim à ocupação! Pela Paz no Médio Oriente e no Mundo!
As organizações promotoras:
Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
Projecto Ruído - Associação Juvenil

