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Ilda Figueiredo representou o CPPC numa conferência realizada no dia 10 em Bruxelas sobre o Tratado de Proibição de Armas Nucleares, promovida pelo Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/ Esquerda Verde Nórdica do Parlamento Europeu (GUE/NGL). Na sua intervenção, a presidente da direcção do CPPC considerou as armas nucleares como a «mais grave ameaça que pende sobre a Humanidade» e valorizou a adopção do Tratado de Proibição de Armas Nucleares como «uma das mais significativas vitórias das forças da paz» alcançada nos últimos anos.
Este tratado, adoptado por 122 países participantes na conferência das Nações Unidas realizada com esse objectivo, foi caracterizado por Ilda Figueiredo como «um passo muito importante, dando expressão à aspiração dos povos de um mundo livre de armas nucleares». Em Portugal, informou, o CPPC lançou uma campanha visando a adesão de Portugal ao Tratado, na qual se integra uma petição que já recolheu milhares de assinaturas e que será entregue na Assembleia da República para que aí se discuta esta questão.


A presidente do CPPC denunciou ainda a dimensão e potência dos arsenais nucleares actualmente existentes e a crescente tensão que marca a situação internacional, que colocam com acrescida urgência a exigência do desarmamento nuclear, pois uma guerra nuclear colocaria em risco a própria sobrevivência da vida na terra. Ilda Figueiredo alertou ainda para o facto de um conflito nuclear poder inclusivamente eclodir por acidente ou erro dos sistemas de alerta precoce ou por decisões político-militar de uma qualquer potência nuclear susceptíveis de motivar por parte de outra a convicção da iminência de um ataque nuclear preventivo e levá-la a reagir.
Também presente na conferência, a presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, lembrou o Apelo de Estocolmo, subscrita por centenas de milhões de pessoas em todo o mundo «preocupadas com as consequências e impactos» do uso de armas nucleares. Esta causa primordial do movimento da paz prossegue hoje, acrescentou, citando as conclusões da última Assembleia Mundial da Paz, realizada no final de 2016 no Brasil, que consagram a «abolição das armas nucleares é mais urgente do que nunca, se desejarmos evitar uma catástrofe humana como a experimentada pelos japoneses em Hiroshima e Nagasaki, há 71 anos, ou de proporções maiores».
Na conferência, em que participaram deputados ao Parlamento Europeu, activistas do movimento da paz de vários países e representantes da Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares/ICAN, vencedora do Prémio Nobel da Paz em 2017, alertou-se para os riscos de guerra, em particular na Europa. O alargamento da NATO a Leste e a concentração de forças e equipamento militar junto às fronteiras da Rússia, com particular gravidade o chamado «sistema anti-míssil», e o processo de militarização da União Europeia, que teve nos últimos meses um acelerado desenvolvimento, foram algumas das questões levantadas.
O fim das armas nucleares e de destruição massiva e o desarmamento geral, simultâneo e controlado foram reafirmados como condições fundamentais para assegurar a paz e a segurança no mundo.