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O CPPC congratula-se com a anunciada libertação do patriota porto-riquenho Óscar Lopez Rivera, preso há 36 anos pela sua luta em prol da independência do seu país, Porto Rico, anexado desde há um século pelos EUA.

Neste momento, importa recordar que, em 2012, o Comité de Descolonização das Nações Unidas aprovou uma resolução solicitando o reconhecimento do direito à autodeterminação e independência de Porto Rico e apelando à libertação dos patriotas porto-riquenhos que se encontravam presos nos Estados Unidos.

Nascido em Porto Rico, em 1943, Óscar Lopez Rivera – que combateu na guerra do Vietname e foi condecorado pelo seu valor em combate – integrou-se na década de 70 do século XX na luta pelos direitos do povo porto-riquenho, participando em acções de desobediência civil. Em 1976, juntou-se à luta clandestina em favor da independência de Porto Rico nas fileiras das Forças Armadas de Libertação Nacional, nas quais militava aquando da sua prisão pelo FBI em 1981. No momento da sua captura, reclamou a condição de «prisioneiro de guerra» prevista na Convenção de Genebra de 1949, algo que sempre lhe negaram.

Condenado a 55 anos de prisão, aumentada para 70 por suposta tentativa de fuga, Óscar Lopes Rivera passou cerca de 12 anos em total isolamento.

A libertação de Óscar Lopes Rivera é consequência da sua persistência e tenacidade e também da solidariedade que sempre recebeu. É também uma fonte de inspiração para prosseguir a luta pela libertação de todos os presos políticos porto-riquenhos encarcerados nos EUA e pelo legítimo direito do povo de Porto Rico a decidir do seu destino.

Direcção Nacional do CPPC